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XIII Seminário do Mestrado em Gerontologia Social refletiu sobre o envelhecimento em contextos específicos

O XIII Seminário do Mestrado em Gerontologia Social, realizado a 12 de maio na Escola Superior de Educação do Politécnico de Castelo Branco, sob o tema “Envelhecer em contextos específicos”, teve como objetivo promover a partilha de conhecimentos e experiências no domínio do envelhecimento, integrando teoria, prática e investigação.
O primeiro painel, dedicado ao projeto “Portugal mais Velho: Capacitar e Apoiar Pessoas Idosas Vítimas de Crime e Violência – Impacto e Resultados”, esteve a cargo de Marta do Carmo, jurista e gestora de projetos da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, que apresentou os resultados e o impacto desta iniciativa desenvolvida pela APAV e pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Seguiu-se o painel “Envelhecimento em Pessoas com Deficiência Intelectual”, apresentado por Inês Soares, da APPACDM da Covilhã. A intervenção abordou os desafios colocados pelo envelhecimento de pessoas com deficiência intelectual, nomeadamente ao nível da autonomia, da participação social, do apoio às famílias e da adequação das respostas institucionais.
O programa incluiu ainda momentos dedicados à investigação desenvolvida no âmbito do Mestrado em Gerontologia Social, que evidenciou o compromisso com a produção de conhecimento científico orientado para a ação e para a transformação social. Valéria Justino apresentou o estudo “Relações entre avós e netos: Presente versus Passado na freguesia de Alpedrinha”, enquanto Diana Catarina Simão abordou o tema “Jovens como futuros cuidadores: perspetivas dos jovens face ao envelhecimento”. Já Alexandra Farinha apresentou uma investigação sobre o envelhecimento em meio rural, centrada na União de Freguesias de Ermida e Figueiredo, e Beatriz Diniz deu a conhecer o estudo sobre “A dinâmica do cuidado. Um estudo misto sobre as perceções dos cuidadores formais sobre a pessoa idoso e o ‘olhar’ da pessoa idosa sobre os seus cuidadores formais”.
Os dois últimos painéis do seminário foram apresentados por Maria Irene Carvalho e Carla Ribeirinho, do ISCSP da Universidade de Lisboa, que abordaram os resultados do projeto “(Re)Imaginar os Cuidados no Domicílio em Portugal: Resultados, Recomendações e Caminhos para o Futuro”, e por Adriana Silva, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, que falou sobre “Viver e envelhecer na prisão: Que desafios”
O evento encerrou com uma conversa com Sebastiana Marcelino e Marco Domingues sobre o projeto “Ouvir Castelo Branco – porque cada história e cada rosto contam…”, distinguido com uma menção honrosa no Concurso Regional Idadismo Zero 2025, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
O seminário teve cerca de 200 inscritos, entre alunos de licenciatura e mestrado do IPCB e profissionais da comunidade, e foi organizado pela Comissão Científica e pelos docentes do Mestrado em Gerontologia Social do IPCB/ESE-ESALD — Maria João Guardado Moreira, Ângela Simões, Domingos Santos e Clotilde Agostinho. A organização contou com a parceria da Unidade de Investigação do IPCB Age.Comm – Unidade de Investigação Interdisciplinar – Comunidades Envelhecidas Funcionais do IPCB e a licenciatura em Serviço Social da Escola Superior de Educação do IPCB.

09/06/2026