Paulo Gonçalves, docente do Politécnico de Castelo Branco (IPCB), participou na IEEE International Conference on Robotics and Automation — ICRA 2026, realizada em Viena, Áustria, entre 1 e 5 de junho. Este é um dos encontros internacionais mais relevantes nas áreas da robótica e da automação, reunindo investigadores, empresas, organizações de normalização e especialistas de todo o mundo para discutir os avanços mais recentes da robótica e da inteligência artificial.
Durante a conferência, Paulo Gonçalves participou numa reunião internacional de coordenação de normas de robótica, que juntou entidades como o IEEE, ISO, ASTM, ASME e A3, organizações que desempenham um papel central na criação de normas técnicas. Estas normas são fundamentais para garantir que os robôs sejam desenvolvidos de forma segura, fiável e compatível entre diferentes países, fabricantes e áreas de aplicação.
O docente do IPCB foi também coorganizador do workshop J-WOSMARS 2026 — Joint Workshop on Ontologies, Semantic Maps and Autonomous Robotics Standardization, dedicado a temas como ontologias, mapas semânticos e normalização para robôs autónomos. Este workshop revelou-se um importante espaço de discussão sobre o desenvolvimento de robôs capazes de compreender melhor o ambiente onde operam e de colaborar de forma mais segura com os seres humanos.
Na Innovation Stage da conferência, Paulo Gonçalves realizou ainda uma palestra sobre raciocínio de robôs, abordando a forma como os robôs podem usar conhecimento, regras e inteligência artificial para tomar decisões mais adequadas. Liderou também a reunião do grupo de trabalho responsável pelo desenvolvimento da norma sobre raciocínio de robôs, ao qual preside, e participou em mais duas reuniões de grupos de trabalho, também centradas em temas estratégicos para o futuro da robótica: os mapas semânticos do ambiente e a representação de tarefas de robôs.
A participação do docente na ICRA 2026 demonstra a importância de Portugal, e em particular do IPCB, no diálogo internacional sobre o futuro da robótica. Num momento em que a inteligência artificial e a robótica crescem a um ritmo muito acelerado, é essencial que as instituições de ensino superior estejam envolvidas não só na investigação científica, mas também na definição das regras, conceitos e boas práticas que irão orientar estas tecnologias nos próximos anos.
16/06/2026