No âmbito das X Jornadas de Serviço Social da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), realizou-se a Marcha pela Paz, uma iniciativa que reuniu estudantes, docentes e entidades parceiras num forte apelo à promoção da paz, da justiça social e dos direitos humanos. Assinalando o Dia Mundial do Serviço Social, os participantes sublinharam que a paz vai além da ausência de conflito, implicando compromisso, diálogo, justiça social e cuidado pela vida humana em todas as suas dimensões.
A Comissão Diocesana Justiça e Paz destacou que “a paz começa no coração de cada pessoa e expande-se para toda a sociedade”, incentivando à construção de pontes e à superação de divisões. Por sua vez, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reforçou a importância da mobilização cívica e da cooperação como pilares de uma convivência mais justa e solidária. A Marcha pela Paz integrou a programação das X Jornadas de Serviço Social, que este ano assinalaram uma década de partilha, reflexão e construção coletiva, sob o espírito Harambee — “co-building hope and harmony” — evocando a força do esforço conjunto para unir uma sociedade marcada por desigualdades e fragmentações. Neste contexto, os participantes reafirmaram um compromisso claro: a paz é serviço social e o serviço social é um caminho para a paz.
O programa contou com contributos de vários profissionais e especialistas da área, nomeadamente Joana Carvalho, investigadora da EAPN Portugal; Marta Vilarinho, assistente social do CRI de Castelo Branco/Covilhã; Graça Neto, assistente social da APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra; e Maria de Fátima Santos, assistente social e diretora do Departamento de Educação, Cultura e Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Castelo Branco. Durante a caminhada, na Praça do Município, o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco interveio, apelando à promoção da paz e ao combate ao discurso de ódio, com especial enfoque no que se dissemina através das redes sociais.
A organização destacou ainda a parceria com a EAPN Portugal, presente na exposição “Habitação: Portas para a Inclusão”, bem como a colaboração dos projetos REVUP e ALLIN, do IPCB, fundamentais para a dinamização da iniciativa. A Marcha pela Paz reforçou, assim, o empenho da comunidade académica na promoção da dignidade humana e na construção de uma cultura de paz, reafirmando o papel do Serviço Social como agente ativo na defesa dos direitos humanos, da justiça social e do bem-estar coletivo.
30/03/2026